segunda-feira, 8 de novembro de 2010

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA.

A tomografia computadorizada é um método computadorizado de diagnóstico baseado na emissão de raio-x e transformação dos dados obtidos em imagens.

Sua utilidade médica é muito grande nos dias atuais, permitindo o diagnóstico de muitas doenças, avaliação de sua gravidade e até auxiliando no tratamento ao orientar procedimentos terapêuticos invasivos.

Permite, por exemplo, detectar a presença de neoplasias nos mais variados segmentos do corpo e avaliar sua localização, agressividade local e extensão a distâncias (metástases).

No caso das doenças infecciosas pode fazer seu diagnóstico, demonstrar os órgãos acometidos, sua gravidade e a presença de complicações, como abscessos e fístulas.

No diagnóstico dos acidentes vasculares do sistema nervoso central tem importância decisiva para estabelecimento da conduta terapêutica, que é bastante distinta na hemorragia e no infarto.

A tomografia tem ganhado importância na prevenção de complicações de doenças crônicas, como no enfisema pulmonar e na doença coronariana. No enfisema permite avaliar a presença de tumores e processos inflamatórios, além da caracterização da gravidade e extensão da doença. Na doença coronariana pode de forma não invasiva identificar a presença de placas de ateroma com potencial obstrutivo, que podem evoluir para infarto.

Nas doenças inflamatórias abdominais, como a apendicite, que por vezes tem diagnóstico difícil, a tomografia apresenta excelente resolutividade diagnóstica, evitando cirurgias desnecessárias.


Os aparelhos de tomografia computadorizada têm tecnologia e custo variados. No mercado existem diferentes aparelhos de mais antigos aos mais modernos.

Os tomógrafos computadorizados seqüenciais são os aparelhos que realizam exames corte a corte, sendo mais lentos e antigos, não permitindo estudos que necessitem de rápida aquisição, como o caso de estudos vasculares e dos tumores sólidos.

Os aparelhos helicoidais representaram um grande avanço na tomografia pela rápida aquisição, possibilidade de diagnóstico de doenças vasculares e dos tumores, entre outras possibilidades. Estes tomógrafos realizam aquisição volumétrica dos dados e reconstroem rapidamente as informaçõe, melhorando a sensibilidade diagnóstica.

O avanço tecnológico culminou nos tomógrafos de múltiplos detectores (multislice) que são ainda mais eficientes e rápidos que os aparelhos helicoidais, cortes muito finos, ótima resolução espacial, excelente capacidade de reconstrução de imagens e possibilidade de estudos cardíacos e vasculares, estes ainda melhores que nos aparelhos helicoidais.

A tomografia usa meios de contraste iodados que também evoluíram para produtos que geram cada vez menos reações adversas indesejadas, como alergias e vômitos. Estes materiais são chamados de meio contraste não iônico, havendo no mercado vários produtos a disposição dos radiologistas.

Na tomografia computadorizada do tórax há a técnica de alta resolução que avalia o parênquima pulmonar de forma muito eficiente e rápida, permitindo diagnóstico de doenças manifestas por lesões muito pequenas, que podem não ser detectadas nas radiografias ou tomografias com cortes mais grossos. Este fato é importante para a conduta terapêutica correta e ganha valor nas doenças das vias aéreas, como as bronquites e bronquiolites, nas doenças pulmonares difusas e no enfisema pulmonar. A técnica de alta resolução pode ser realizada nos tomógrafos que disponham de seu protocolo, o que pode ser encontrado nos aparelhos seqüenciais, helicoidais ou multislice.

O paciente que vai ser submetido ao exame deve ser informado sobre a realização do exame, que em geral ficará deitado, com solicitação verbal de não se mexer, controlar a respiração nos estudos do tórax e abdome e que pode ser necessária a infusão do meio de contraste venoso, o que para tal haverá necessidade de um acesso venoso.

Em geral pede-se para os pacientes preencher uma ficha sobre os riscos do uso de contraste, explicitando seus antecedentes alérgicos e de outras doenças e ao final permitindo sua utilização com conhecimento de seus riscos.

Na tomografia não há problema relacionado à claustrofobia (medo de lugares fechados), como na RM, porque os exames são rápidos e os aparelhos têm espaços abertos grandes.

Aluno: Thiago Carvalho
Fonte: http://www.capixabao.com/v3/noticia/3236/saude/tomografia-computadorizada-saiba-o-que-e/

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