quarta-feira, 10 de novembro de 2010

APARELHO DE RAIO X PORTATIL.



Equipamento é de fundamental importância para diagnosticar problemas nos animais sem necessidade de removê-los.

A utilização de equipamentos médicos sofisticados na veterinária vem aumentando sensivelmente nos últimos anos no Brasil.

São exemplos o ultrasom, o endoscópio e, agora, o raio X que, em tamanho portátil, pode ser utilizado na própria fazenda, conferindo maior precisão no diagnóstico de traumatismos e de uma série de outros problemas que afetam a saúde dos animais, a exemplo de anomalias da dentição, sinusite e infecções de ouvido.


Em grandes animais o equipamento é empregado, principalmente, para radiografar regiões dos membros, cabeça e pescoço. Nos pequenos animais seu uso é ampliado para a coluna, bacia e tórax, abrangendo, portanto, todo o corpo.

Antes da introdução do equipamento portátil, os procedimentos médico-veterinários normalmente excluíam os exames de raios X, ainda que necessários. Isso porque os equipamentos disponíveis eram projetados para exames em humanos e, mesmo adaptados, não podiam ser removidos. “Como o transporte dos animais até o aparelho é caro e trabalhoso, abria-se mão do exame”, conta o médico veterinário José Bráulio Florentino, do Hospital Rural Veterinário, que já utiliza o equipamento portátil.

O aparelho de raio X portátil é facilmente transportável e seu desempenho não deixa a desejar se comparado a um convencional. O tempo de exposição é de apenas 1/10 de segundo e a revelação dos filmes pode ser feita no próprio campo.
O conjunto é formado por uma câmara, transformador e estabilizador de voltagem, bandejas para os químicos utilizados na revelação, um campo escuro, que pode ser obtido com uma caixa que possibilite o manuseio dos materiais e o chassi ou cassete, onde fica o filme. O operador deve utilizar um avental de chumbo e luvas para se proteger da radiação, embora os riscos de exposição sejam menores em locais abertos do que em ambientes fechados.

Importância
 

A utilização mais freqüente do equipamento de raio X em animais, notadamente em eqüinos, acredita José Braulio, contribuirá para o fim do tabu segundo o qual o animal com fratura não tem salvação e deve ser sacrificado. 

“O exame de raio X possibilita avaliar a gravidade da lesão, se é apenas uma luxação, uma pequena fratura ou algo mais sério.”
Nos dois primeiros casos, o tratamento indicado é baseado em medicação e repouso. Nos casos de grandes fraturas, embora não seja necessário o exame de raio X para detectá-las, o equipamento possibilita a visualização do número de fragmentos ósseos e o planejamento do tratamento cirúrgico mais adequado.

Se a fratura é pequena, caracterizada pelo desprendimento de partículas ósseas mínimas, do tamanho de um grão de arroz, por exemplo, o exame também é importante, pois o problema, que pode ser facilmente corrigido, em alguns casos resulta em claudicação permanente (manqueira), se não for devidamente tratado, impedindo o cavalo de ser montado e de desempenhar outras atividades.

Esse tipo de lesão, segundo José Bráulio Florentino, é muito comum nos equinos que desempenham atividades esportivas. As fraturas normalmente são provocadas por pistas compactadas, esforço excessivo, mau condicionamento físico, casqueamento e ferrageamento errados.

Em bovinos, as pequenas fraturas e luxações são mais comuns em grandes touros, utilizados para a monta a campo, que tornam-se muito pesados e ficam mais sujeitos a esses tipos de lesões. Quando apresentam claudicação, muitas vezes não conseguem mais cobrir as vacas. Nesse caso, um diagóstico preciso e o tratamento adequado pode significar a recuperação de um animal de grande expressão zotécnica, evitando seu descarte.

Nos casos de inflamação das lâminas do casco (laminite), salienta o veterinário José Bráulio Florentino, o exame possibilita o diagnóstico precoce, bem como verificar a posição das falanges dentro do casco e assim corrigir ou evitar a rotação das mesmas com a utilização de ferraduras.

Aluno:Thiago Carvalho.
 Fonte:  http://www.webrural.com.br/

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